E se o Rei Leão vivesse na Amazônia? Veja releitura nacional do clássico da Disney, por Vilmar Rossi Júnior

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Reza a lenda que Pato Donald e Zé Carioca já apareceram juntos em HQs da Disney. Mas Vilmar Rossi Júnior, ilustrador e designer gráfico, foi muito além e decidiu fazer uma série de ilustrações que ficou conhecida como “O Rei Leão da Amazônia“. Ali os principais personagens do clássico da Disney são revisitadas em versão brasileira.

No resultado final as savanas africanas e os desfiladeiros do longa-metragem dão lugar à mata fechada dessa que é a maior floresta tropical do mundo.

Como foi a adaptação dos personagens?

Com a ajuda dos amigos e das pessoas que o acompanham nas redes, Rossi Jr. compôs o elenco de animais amazônicos que melhor poderiam substituir SimbaMufasaRafikiTimãoPumba e toda a turma.

A pesquisa revelou quais são os animais típicos da região amazônica que mais se encaixam no perfil dos heróis do desenho. E daí é que veio a estrela da selva: a onça pintada, fazendo, claro, o papel do leão Simba. Depois foi um passo até o cateto virar um javali, ou seja, Pumba, e a irara tomar o lugar do simpático suricato, o Timão.

Indo além, o artista procurou dar visibilidade a espécies pouco conhecidas, como o uacari que faz as vezes do babuíno Rafiki. Para cumprir o papel das hienas vilãs, vieram os cachorros-do-mato-vinagre, também conhecido como janauí ou januara.

Ao apresentar espécies tipicamente brasileiras que muitas vezes ficam fora dos livros de ciências e biologia, “O Rei Leão da Amazônia” se transforma em uma potente ferramenta pedagógica e cultural para os professores e as famílias.

Sem falar nas crianças, que ficam encantadas!

De onde veio essa ideia?

Fã de carteirinha, Rossi Jr. inspirou sua criação na versão live-action de “O Rei Leão”.

A proposta de criar uma releitura amazônica do filme surgiu da intenção de despertar um olhar sensível das pessoas para a questão da preservação da floresta, que já é uma das pautas nacionais de maior relevância.

O desenhista conta que a ideia nasceu como brincadeira nas redes, até que ganhou uma perspectiva ecológica e política que ultrapassa o próprio filme da Disney.

Conheça outros animais amazônicos

  • Onça-pintada: é considerada o maior felino das Américas. No Brasil é encontrada em todos os biomas, mas com grandes níveis de ameaça. A espécie é considerada uma das prioridades da Red List (Lista Vermelha) da IUCN (União Internacional de Conservação da Natureza).
  • Cachorros-do-mato-vinagre: também conhecidos como janauí ou januara na Amazônia, e jaracambé ou aracambé no Brasil meridional, trata-se de um canídeo nativo da América do Sul. Segundo a IUCN, essa também é uma espécie “quase ameaçada”.
  • Araçari-castanho: é uma ave frequente na Colômbia, no Paraguai e no Brasil centro-meridional. A espécie mede cerca de 43 cm de comprimento, com um grande bico multicolor, bochechas, garganta e nuca castanhas, e uma barriga com faixa vermelha alargada dos lados.
  • Cateto: semelhante ao javali ou porco-do-mato, é um mamífero e recebe muitos nomes, como patira, caitatu, pecari e tateto. Sua ocorrência é na América do Sul.
  • Irara: espécie tipicamente florestal, podendo ser encontrada desde do dossel de árvores até galerias de matas. O nome popular irara vem da junção dos termos tupis i’rá (mel) e rá (tomar). No Brasil também é chamada de papa-mel, um dos seus alimentos preferidos.

Fonte: https://saopauloparacriancas.com.br/

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